Luto e respeito aos ciclistas

Como a Vista Chinesa faz parte do nosso Universo, temos total admiração pelo ciclismo. Sempre queremos buscar o respeito que todos devem ter e por isso, junto à Luiza Mussnich (@luizamussnich) no post de hoje, vamos enfatizar um acontecimento que gerou uma grande revolta e muita ideias para conseguirmos fazer com que os ciclistas ganhem mais respeito e segurança.

 

Basta digitar no google “atropelamento de ciclistas”: o site de busca não poupa muitas das grandes cidades brasileiras. No Rio, ao menos onze ciclistas foram mortos por atropelamento desde 2013.

Nós, no Brasil, infelizmente ainda estamos estamos engatinhando em conscientização no que diz respeito a ciclistas no trânsito.

O homem é mais frágil que a máquina. Não é preciso muito esforço para perceber isso. O ciclista não conta com a proteção que motoristas têm quando estão dentro do carro.

O lamentável ocorrido em que um ônibus atropelou fatalmente o empresário Artur Vinicius Sales na Barra da Tijuca traz mais uma vez à tona a fragilidade a que os ciclistas estão submetidos. E causa revolta.

O desastre foi a gota d’água para Nilson Júnior, sócio fundador da assessoria esportiva SKY, iniciar conversas para propor um projeto de lei, a Lei Sales, com intuito de ampliar a conscientização da população sobre o uso de bicicletas. “Precisamos começar pela massa, condutores de transporte público, principalmente. A ideia é também mapear locais de maior concentração de prática de ciclismo, colocar placas, fazer com que vendedores de lojas especializadas instruam os clientes sobre condução de bicicletas em vias urbanas. Há algumas lacunas que as leis anteriores de proteção ao ciclismo não contemplam”, diz.

Num artigo de 2014, a revista Wired dedica algumas páginas a coisas negativas que motoristas deveriam parar de pensar em relação a ciclistas: https://www.wired.com/2014/11/9-things-drivers-need-stop-saying-bikes-vs-cars-debate/ como, por exemplo, que eles não respeitam as leis de trânsito, que o uso das vias é prioridade do motorista, ou que ciclistas são perigosos.

A Comissão de Segurança no Ciclismo do Rio de Janeiro, a CSC-RJ, foi criada depois da morte do triatleta Pedro Nikolay, em 2013. O movimento surgiu com intuito de sensibilizar o público e as autoridades para a necessidade de aprovar Areas de Proteção ao Ciclismo de Competição, as APCC’s. As ações do grupo serviram de modelo para outras cidades no Brasil replicarem o exemplo.

Para o advogado Miguel Lasavia, presidente da CSC-RJ, a mudança de cultura só se dará com educação e conscientização. “Quando atingirmos o momento em que se olha para o próximo de forma protetiva, teremos uma ação defensiva natural. Sempre que vir um pedestre ou ciclista, o motorista deveria agir dessa forma cuidadosa”, ressalta.

O grupo “Pedalada Pelada”, que já promoveu pedaladas sem roupa por algumas cidades do Brasil  e faz parte de um movimento mundial que organiza eventos pelo mundo, postou um comentário a respeito do acidente em sua página do Facebook: “Se ele estivesse nu teria sido visto pelo motorista. Entendeu o motivo da nossa pedalada?”. Uma das bandeiras que o grupo levanta com as pedaladas em que os participantes não usam roupa é a visibilidade: assim, as pessoas apontam para os ciclistas e a desculpa de que não se viu cai por terra. A nudez do grupo não tem nenhuma conotação sexual.

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