Dia Mundial da Bicicleta

A bicicleta é o primeiro meio de transporte de muita gente, faz bem à saúde, é econômico e é amigo do ambiente, além de transmitir um sentimento de liberdade. Não podemos deixar de enaltecê-la e junto à Luiza Mussnich (@luizamussnich), vamos falar um pouco mais de sua história e dicas de lazer. 

O Dia Mundial da Bicicleta, celebrado em 19 de abril, não tem nenhum vínculo com a data referente à invenção das bicicletas (em 1855, um ferreiro francês especialista em carruagens, Pierre Michaux, inventou o pedal, que serviu de base para a primeira magrela).

Parece brincadeira, mas o dia foi instituído depois de um pesquisador andar sobre duas rodas depois de um experimento científico.

O químico suíço Albert Hofmann (1906 — 2008) costuma ser mais conhecido por ter sintetizado pela primeira vez dietilamida do ácido lisérgico, ou LSD, em 1938. Hofmann estudava plantas e sua intenção era descobrir novas funções para usos farmacêuticos. A síntese que originou a droga seria um ensaio para obter um estimulante respiratório e circulatório.

 

A pesquisa de Hofmann precisou ser interrompida por conta da iminência da Segunda Guerra Mundial e só foi retomada em 1943. Num autoexperimento, Hofmann ingeriu 250 microgramas da substância (a dose limite real é, hoje, de 20 microgramas) e, sentindo alterações intensas de percepção, visões e crises de ansiedade, pediu a um assistente do laboratório que o acompanhasse até em casa.  Hofmann achava que havia sido envenenado. Por conta da guerra, havia restrições de transporte, de modo que Hofmann e seu assistente fizeram o trajeto de bicicleta. O químico chegou em casa mais salvo do que são e, desde então, é comemorado o Dia Mundial da Bicicleta. A história foi tema de um curta metragem italiano: https://vimeo.com/7198391 . *

* A Wöllner é veemente contrária ao uso de drogas de qualquer espécie. A marca incentiva uma vida saudável, ao ar livre e na prática de exercícios físicos.

Além de servirem como meio de locomoção, sendo uma das formas de transporte mais limpas e práticas, e lazer, elas são também amplamente utilizadas para prática do ciclismo hoje.

O uso esportivo da bicicleta surgiu no século XIX, na Inglaterra e integra as modalidades desde sua primeira edição na Era Moderna, em 1896.

Algumas pedaladas para aproveitar o feriado, das mais esportivas às mais descontraídas:

  • Mirante Dona Marta – Santa Teresa

Qualquer caminho pela Floresta da Tijuca terá lindos mirantes: Cristo Redentor, Sumaré, Mesa do Imperador. Mas o 360 graus do Mirante Dona Marta é especial. A pedalada é longa, recomendada para quem já é bom escalador na bicicleta e, vindo das Paineiras, é necessário passar a subida para o Cristo e continuar, entre subidas e descidas, até o Mirante.

  • Vista Chinesa e Mesa do Imperador – Horto

Canto estimado dos cariocas, e também da Wöllner, que mantém há quase dez anos um trabalho discreto de conservação. A subida é bastante íngreme, mas o visual compensa. Há muitos locais agradáveis ao longo das ruas Pacheco Leão, Von Martius e Visconde de Carandaí para beliscar algo antes ou da subida, a exemplo do Biciclette, da Casa Carandaí ou do novo restaurante da Roberta Sudbrack, Pássaro Verde.

Sétimo Céu – Alto Leblon

A subida é curta, com curvas fechadas e uma vista linda das praias de Leblon e Ipanema. Quando acabar o passeio, recomendamos um mergulho na praia, seguido de um açaí no BB Lanches ou uma tapioca no Talho Capixaba.

 

 

Lagoa Rodrigo de Freitas – Lagoa

Com uma das vistas mais bonitas do Dois Irmãos, a volta na Lagoa é um circuito fácil, gostoso e curto. E se a ideia é pedalar, por que não alugar um pedalinho de cisne para andar dentro da Lagoa na hora do por do sol e emendar no Palaphitas?

Pedra do Leme e Mureta da Urca – Urca e Leme

Começando do Leblon, é possível pedalar até o Leme, dando uma passadinha pelo Arpoador e contemplando a orla. É uma das vistas mais bonitas da cidade. Se estiver animado para continuar, cruze o túnel e vá até a Urca. A vista da baía de Guanabara é linda e você ainda pode comer um petisco na mureta.

Praça 15 e Praça Mauá – Centro

Há muitas formas de se deslocar para fazer programas culturais: metrô, ônibus, táxi, Uber. A bicicleta também é uma delas. Vindo da ciclovia do Aterro do Flamengo, que termina perto do aeroporto Santos Dumont, dá para chegar à Praça 15 contornando o aeroporto. Se a intenção for fazer entrar nos museus e centro culturias, como o Centro Cultural Banco do Brasil, o Centro Cultural dos Correios e a Casa França-Brasil, sedes de boas exposições, ou visitar o Museu de Arte do Rio, pegue bicicletas que possam ser deixadas em estações próximas a esses locais e curta o dia.

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