Amor ao próximo? Não somente

Em maio deste ano, uma mulher casou consigo mesma em Minas Gerais. A noiva subiu ao altar com um espelho na mão, proferindo palavras de autoestima e aceitação. Não foi a primeira fazer isso, tampouco será a última.

Aproveitando a semana mais romântica do ano, repleta de postagens nas redes sociais com fotografias de casais e declarações de amor, convidamos você a pensar sobre um outro vínculo, mais duradouro, até, e tão importante: o amor próprio.

Em tempos que se transformam e haters escondidos atrás de telas de computador, amar e aceitar quem somos, de onde viemos e para onde vamos é uma das formas de manter nossa sanidade mental. A história de cada indivíduo é única e particular. Precisamos parar de nos comparar com o outro, de viver olhando para o lado, de não estarmos satisfeitos com nossos atributos. Essa postura é tóxica. Ainda bem que o mundo em que vivemos se torna, aos poucos, mais tolerante e acolhedor.

Aceitar, verbo transitivo direto, no dicionário, quer dizer “consentir em receber” ou “estar de acordo”, “conformar-se com”. Em tempo de protagonismo absoluto do eu, o autoamor não vem para reprimir, mas para libertar.

Amar, também transito direto, quer dizer “possuir afeição por”, “apreciar”, “demonstrar estima”, “gostar exageradamente”.

Amar e aceitar são pilares do autoamor.

Não espere alguém para te presentear: exerça sua independência e liberdade para enaltecer a própria pele e admirar a imagem refletida no espelho (com parcimônia, para não cair num narcisismo destrutivo).

Aproveite que o amor ainda está no ar e pratique o próprio.

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