Yes, we can

Nós sabemos que todo dia é dia da mulher. Com certeza não saberíamos viver sem elas! Por isso, nessa data tão importante, junto à Luiza Mussnich (@luizamussnich), vamos falar sobre alguns exemplos de mulheres excepcionais nos esportes.

 

Ao longo da história, não foram poucas as vezes em que uma mulher foi negada educação, participação civil, trabalho e oportunidades de liderança. Mesmo quando chegam ao topo, precisam constantemente se provar tão capazes, inteligentes e talentosas quanto os homens.

Nos esportes, não foi diferente.

No passado, as mulheres que despontaram nos esportes tiveram que quebrar recordes e se provar tão boas ou melhores que os homens para obter reconhecimento. Nos Estados Unidos, em 1970, graças a uma medida jurídica, que proibia a discriminação de gênero em equipes de esporte, uma série de programas esportivos começou a dar bolsas de estudos para mulheres através de suas perfomances atléticas. A partir daí, muitas mulheres puderam levar suas carreiras esportivas a sério.

Um momento emblemático para as mulheres no esporte foi a vitória da tenista americana Billie Jean King sobre Bobby Riggs, um homem, que a havia desafiado para uma partida depois de ter dito que o sexo feminino era o sexo mais fraco.

A vitória não dizia respeito apenas a esporte. Era, principalmente, sobre força, força física, que veio a tornar as mulheres mais resistentes também para a vida. É claro que ainda há problemas, como déficit de cobertura da mídia, pouco investimento e discrepância de pagamento entre os sexos, para citar alguns.

A seguir, uma lista de mulheres no esporte para você conhecer melhor:

 

TINY BROADWICK — paraquedista

Aos 15 anos, a americana já era viúva e precisava trabalhar para sustentar a filha. Durante um carnaval, ela participou de uma performance saltando de paraquedas de um balão. Em 1913, Tiny foi a primeira mulher a saltar de um avião. E dentro da água. Devido à sua boa reputação, Tiny aconselhou o exército americano sobre o uso do paraquedas durante a Primeira Guerra Mundial. Ela foi uma das pioneiras nesse esporte radical, ganhando o título de primeira-dama do paraquedismo.

 

BOBBIE ROSENFELD — corredora

Nascida da Rússia, mas naturalizada no Canadá, Bobbie participou dos primeiros Jogos Olímpicos em que mulheres puderam competir no atletismo, em 1928. Muitos médicos acreditavam que o corpo feminino não aguentaria o desgaste físico requerido pelo torneio e tentaram cancelar os Jogos. Nesse ano, Bobbie ganhou uma medalha de ouro no revezamento 4×100 e bateu um novo recorde com sua equipe. Depois de parar de competir, Bobbie manteve uma coluna por duas décadas num jornal de Toronto defendendo a participação das mulheres no esporte. Há um prêmio com seu nome concedido anualmente à melhor atleta canadense.

 

JUNKO TABEI — montanhista

O que sempre fascinou essa japonesa na escalada é que esse não se trata de um esporte de velocidade ou competição. O importante é chegar ao topo. Junko, nascida em 1939, começou a escalar com 10 anos de idade. No Japão, onde nasceu, as oportunidades para mulheres fora de casa eram extremamente limitadas. Depois de liderar uma expedição de mulheres ao Annapurna em 1970, ela teve que ouvir, enquanto organizava uma experiência semelhante no Everest, que elas deveriam estar criando seus filhos. Ela foi a trigésima sexta pessoa — e primeira mulher — a escalar o Everest, em 1975.

 

BERYL BURTON — ciclista

Beryl tinha 17 anos e trabalhava no ateliê de um alfaiate quando conheceu Charlie Burton, que viria a se tornar seu marido e mecânico. Ele lhe apresentou o esporte e cuidava da filha do casal quando a mulher competia. Beryl dominou o esporte por 25 anos como a melhor britânica all-rounder (ciclista que tem bom desempenho em escalada e também em provas de contra-relógio). Em 1967, ela quebrou o recorde de velocidade de um homem. A marca continua sendo o recorde feminino hoje. Ela não obteve o reconhecimento em vida, mas atualmente é lembrada como uma das mais rápidas ciclistas da história.

 

LAYNE BEACHLEY — surfista

A surfista australiana, nascida em 1972, acredita que a infância turbulenta a motivou a querer ser a melhor do mundo em alguma coisa. E ela conseguiu compensar os momentos difíceis da carreira, como o combate à depressão: Layne foi campeã mundial de 1998 a 2003, seis vezes seguidas. Nenhum homem ou mulher jamais ganhara tantas competições consecutivas. Aposentada, hoje ela ajuda no financiamento de torneios femininos e luta por salários iguais.

 

MARTA VIEIRA DA SILVA — jogadora de futebol

A brasileira, nascida em 1986, começou a carreira profissional aos 14 anos de idade. já foi escolhida melhor do mundo seis vezes, cinco delas consecutivas. Ela é a maior artilheira em Copas do Mundo de Futebol Feminino, com 15 gols, e também maior artilheira da história da seleção brasileira — contando masculina e feminina —, com 104 gols.

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