Novo Ciclo

Refletir sobre reciclagem nunca é demais! O excesso de lixo nos mares e a falha desse recurso em alguns países é um assunto que está sendo bem discutido por vários orgãos governamentais no mundo todo. Para saber mais, acompanhe nosso texto abaixo feito pela Luiza Mussnich (@luizamussnich).

Hoje, dia mundial da reciclagem, vamos refletir sobre nosso papel enquanto habitantes de um planeta que está sendo dominado pelos dejetos produzidos e descartados pelo homem?

No dicionário, “reciclar” quer dizer: 1) passar por um novo ciclo, 2) reaproveitar na obtenção ou fabricação de novos produtos com materiais já utilizados e 3) promover a atualização ou requalificação de alguém.

As sociedades, de modo geral, reciclam seus costumes, os profissionais reciclam seus conhecimentos e nós reciclamos o guarda roupa, as ideias e crenças de tempos em tempos. Precisamos, também, tentar evitar o consumo desnecessário de embalagens e procurar reciclá-las.

Os primeiros serviços de coleta de lixo surgiram na Idade Média e, muitas vezes, eram desempenhados por carrascos e seus auxiliares e prostitutas. Com a Revolução Industrial, no século XIX, e o consequente aumento da produção de lixo, iniciativas de reutilização e reciclagem também cresceram. Mas foi no período entre as grandes guerras mundiais, com auge na Crise de 1929, que passou-se a prestar maior atenção à necessidade de racionalizar produtos, reutilizar e reciclar.

No Brasil, uma em cada quatro casas não tem sequer coleta de lixo. Por aqui, todos os lixões deveriam ter sido fechados até 2014. A maioria das nossas cidades, no entanto, mantém depósitos de lixo sem tratamento. Menos de 10% do lixo brasileiro é reciclado. Temos um longo caminho pela frente: tanto de implementações de práticas mais eficazes, quanto de conscientização e educação para despertar a consciência e levar à ação.

Segundo dados do ano passado da Abrelpe, Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, produzimos mais lixo e avançamos menos em coleta seletiva. A consciência do desperdício ainda precisa ser adquirida pelo brasileiro. Nosso desafio é crescer como país, mas a falta de infraestrutura sanitária tem trazido grave impacto ambiental.

Segundo dados do Banco Mundial, um brasileiro descarta por semana uma média de 1kg de plástico. O volume  anual de plástico que chega aos oceanos, de acordo com o World Wide Fund, WWF, é de 10 milhões de toneladas. O Brasil é o quarto maior produtor de lixo plástico do mundo e apenas 1,28% do total de resíduos plásticos é reciclado. Essa forma de lidar com os dejetos, principalmente o plástico, é insustentável. Vamos pensar sobre isso e fazer algo?

– Baixar o “Cataki”, aplicativo que concorreu ao Prêmio Global de Inovação e Impacto Social, que ajuda quem quer reciclar e não sabe como, uma vez que o app indica os catadores de materiais recicláveis mais próximos de você.

– Fazer uma análise de coloração para descobrir quais cores combinam melhor com você, para você não comprar peças de roupa que não vai usar.

– Andar com um copinho e uma sacola de pano na bolsa ou na mochila para não precisar consumir copos plásticos nem pegar sacolas plásticas desnecessariamente.

– Procurar leituras especializadas para entender de que outras formas você pode fazer a diferença, como “Desperdício zero”, da Bea Johnson.

– Conversar com pessoas que têm menos consciência e instrução que você, para que elas também pratiquem e disseminem práticas mais sustentáveis.

Nosso parque de diversões é a natureza.

Para chamar atenção à causa da reciclagem, organizamos, este sábado, dia 18, uma subida — a pé ou de bike — à Vista Chinesa, local onde mantém um trabalho de conservação há dez anos, pelo dia mundial da reciclagem. Segue o link do nosso evento no Facebook:
https://www.facebook.com/events/661827087573243/

 

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