Além da praia: 7 lugares para conhecer no Rio de Janeiro

Foto por Elaine de Queiroz

Não é à toa que o Rio de Janeiro se tornou um dos cartões postais do país: Cristo Redentor, Pão de Açúcar, o calçadão de Copacabana e as praias de Ipanema e do Leblon atraem milhares de turistas todos os anos. Mas a Cidade Maravilhosa também é cenário de muitos outros pontos turísticos, alguns deles pouco conhecidos ou menos disputados pelos visitantes. Para quem quer sair um pouco do roteiro tradicional e explorar locais alternativos, elaboramos uma lista com oito lugares para conhecer no Rio de Janeiro. Confira abaixo:

1. Parque Nacional da Tijuca

Quem é fã de natureza e gosta de passeios ao ar livre precisa visitar o Parque Nacional da Tijuca. Com entrada principal no Alto da Boa Vista, a área de conservação é um dos parques mais visitados do país, e recebe cerca de 2 milhões de pessoas por ano. Por lá, você vai encontrar uma paisagem rica: trilhas, cachoeiras, mata preservada, e fauna diversa.

O parque é dividido em quatro setores: Floresta da Tijuca, Serra da Carioca, Pedra Bonita/Pedra da Gávea e Pretos Forros/Covanca. Em cada um deles, é possível apreciar diferentes pontos turísticos do Rio de Janeiro, entre eles o famoso Parque Lage, local de gravação do clássico do cinema brasileiro Macunaíma (1969). Confira:

  • Setor Floresta da Tijuca: Floresta da Tijuca, Pico da Tijuca, Pico Tijuca Mirim, Pico Andaraí Maior, Pico do Papagaio, Mirante do Excelsior, Cachoeira das Almas e Cascatinha Taunay;
  • Setor Serra da Carioca: Parque Lage, Morro do Corcovado e Vista Chinesa;
  • Setor Pedra Bonita/Pedra da Gávea: Pedra Bonita, Agulhinha, Pedra da Gávea e Rampa de Voo Livre;
  • Setor Pretos Forros/Covanca, com a Serra dos Pretos-Forros e Covanca.

Lembre-se de ir de tênis e com roupas confortáveis para aproveitar o passeio!

2. Bosque da Barra

Pouca gente sabe da existência do Bosque da Barra, na zona oeste da cidade. Ele foi criado com o objetivo de preservar a mata nativa local, e é ideal para a observação de espécies de animais como capivaras, saguis e bichos-preguiça, além de borboletas e pequenas aves. Com 50 hectares, tem alamedas arborizadas que são ótimas para corridas e caminhadas. O bosque oferece também estrutura de estacionamento, brinquedos, equipamentos de ginástica e grandes áreas gramadas onde é possível fazer piqueniques e atividades recreativas em geral.

A dica para curtir bem o dia é chegar cedo, pois o estacionamento não é muito grande. Vá com roupas confortáveis, leve tênis para fazer caminhadas, água e alimentos para lanchar. Não há muitos vendedores de bebidas e comidas no local (apenas um tem autorização para circular ali), então é bom garantir de casa. Vale também levar uma sacolinha para guardar seu lixo!

O parque funciona de terça-feira a domingo, das 7h às 17h. A entrada é gratuita, e fica no quilômetro 6 da Avenida das Américas, na Barra da Tijuca.

3. Parque da Catacumba

Localizado às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, o Parque da Catacumba está em uma área reflorestada na década de 1970. Ele é dividido em duas regiões: na parte baixa, há percursos inclinados para quem gosta de fazer caminhadas e passeios. Também conta com áreas calçadas com pedras, pracinhas e bancos para piqueniques e atividades de lazer.

Na parte mais alta, o parque é coberto por uma extensa mata, área de preservação ambiental. Quem caminha pela parte alta do parque encontra a trilha principal, que leva ao mirante de Sacopã, de onde é possível observar a região. É possível avistar o Lagoa Rodrigo de Freitas, o Jockey Club, o Jardim Botânico, e o Estádio de Remo da Lagoa. O parque pode ser visitado durante o dia, e, se você optar por fazer a trilha, o ideal é buscar ajuda de guias para explorar a área.

Uma empresa particular que atua no parque oferece atividades como arvorismo, rapel, tirolesa e muro de escalada. Lembre-se de levar água para se manter hidratado, e passe bastante protetor solar, especialmente nos dias de sol forte!

4. Parque das Ruínas

Localizado no alto de Santa Tereza (um dos bares mais antigos e queridos do Rio de Janeiro), o Parque das Ruínas é uma antiga construção do século XX, que foi residência de Laurinda Santos Lobo. Ela reunia convidados célebres da época e promovias grandes festas no palacete. Hoje, é um casa que reúne museu, exposições de trabalhos experimentais de artes plásticas e outros projetos dedicados à cultura.

A entrada é gratuita e o passeio ao Parque pode ser feito em poucas horas. Por isso, vale investir em um dia em Santa Tereza: conhecer o Bar do Mineiro (chegue cedo porque sempre tem fila para comer a deliciosa feijoada), as lojinhas de artesanato, o bonde. Depois, à tarde, caminhe até o Parque das Ruínas. Lá, você encontrará um mirante com vista para o centro e região sul do Rio de Janeiro. A vista é incrível e rende fotos maravilhosas!

5. Instituto Moreira Salles

Antiga residência da família Moreira Salles no Rio de Janeiro, o espaço hoje abriga o Instituto Moreira Salles, dedicado principalmente à arte, à fotografia, artes plásticas, literatura, música e ao cinema. Localizado na Gávea, o local funciona de terça-feira a domingo, das 11h às 20h. Recebe diversos projetos e mostras ao longo do ano, sempre dentro dos temas centrais que explora. A entrada é gratuita para o centro cultural e para as exposições. Atividades extras podem ter outros valores.

Além de aproveitar a oferta de cultura proporcionada pelo Instituto, o bacana de visitar o espaço é passear pelo local: são 3 mil metros quadrados de área construída dentro de um terreno de 10 mil metros quadrados. A casa foi inaugurada em 1951 e é conhecida pela sua arquitetura moderna e suntuosa, um verdadeiro palacete em meio Floresta da Tijuca. Quem visita o local sai sempre encantado pela estética da construção e de todo o ambiente.

O Instituto conta também com o Café Galeria, que oferece cafés, lanches, pratos e um brunch nos fins de semana. O bacana desse passeio é que pode incluir toda a família, pois a caminhada não é muito extensa. Idosos e crianças também podem aproveitar o dia.

6. Museu do Amanhã

Parte do projeto de revitalização da zona portuária do Rio, o Museu do Amanhã foi inaugurado em 2015. Focado em artes e ciências, a proposta desse museu é um pouco diferente do tradicional: oferecer aos visitantes uma espécie de “viagem ao futuro”, chamando a atenção para questões ambientais (como as mudanças climáticas, por exemplo) sociais e econômicas.

A exposição principal proporciona um passeio pela Terra, pelo Cosmos e pelas relações humanas no planeta, finalizando com a área Nós. O público é conduzido por meio de uma narrativa experimental e pode interagir com o museu em cada uma das áreas.

O espaço também conta com algumas mostras sazonais, que podem ser consultadas na página da programação. Para quem quer visitar o Museu do Amanhã, a dica é ir logo pela manhã. Especialmente em dias nublados, é comum encontrar filas. Também é possível comprar o ingresso com antecedência, pela internet. Para quem vai curtir o passeio, é bacana sair do museu e aproveitar a Praça Mauá, outro projeto de revitalização da região, e tirar fotos com os marcos da Cidade Olímpica.

7. Pista Cláudio Coutinho e Mureta da Urca

Com 1,25 km de extensão, a Pista Cláudio Coutinho é perfeita para caminhadas e corridas, já que é proibido o uso de bicicletas e skates no local. Também conhecido como Caminho do Bem-te-vi e Estrada do Costão, o percurso é próximo à Praia Vermelha, na Urca, e é cercado pelo mar e pelo Morro da Urca. Na paisagem, é possível apreciar espécies de árvores nativas e animais silvestres, como saguis e pássaros de pequeno porte.

Também é uma boa opção para quem gosta de aventuras. A entrada da trilha do Morro da Urca — uma das mais procuradas por visitantes — encontra-se ao longo da Pista Cláudio Coutinho. A trilha tem duração aproximada de 40 minutos. Ao chegar ao Morro da Urca, você pode comprar ingresso para subir até o Pão de Açúcar ou descer de volta à Praia Vermelha.

Para completar o passeio, escolha um fim de tarde de dia limpo para assistir ao pôr do sol na Mureta da Urca. O pessoal local costuma ir para lá aos domingos, sentar na mureta, tomar uma cervejinha ou água de coco e apreciar a paisagem.

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