Dicas e experiências no Peru, terra dos Incas.

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Abaixo, Luiza Mussnich (@luizamussnich) descreveu sobre a experiência de conhecer a cultura Inca.

  • Machu Picchu

Difícil não começar pela atração turística mais famosa do Peru. Hiram Bingham, o aventureiro americano que inspirou Indiana Jones, tornou as ruínas famosas em 1911, quando procurava pelo chamado último templo inca (que não era, na verdade, Machu Picchu) e foi conduzido por uma família local que plantava e vivia no entorno da construção. Até hoje, a funcionalidade do centro e sua construção são envoltas em mistérios e não se chegou a uma conclusão satisfatória. Nativos acreditam que lá não era lugar de culto, mas sim, um centro de conhecimento: há pontos muito aprimorados de observação do céu e o acesso, à época, dificultava a visita de pessoas mais velhas.

Poucos lugares me emocionaram tanto quanto a visão da montanha cravejada de pedras perfeitamente encaixadas.

Para ir a Machu Picchu, há duas opções de trilhas inca: uma de 4 dias e outra de 2 dias. Também é possível chegar de trem na cidade de Águas Calientes e, de lá, pegar um ônibus por 15 minutos até a entrada do Parque. É bom comprar os ingressos com antecedência (meses, eu diria).

 

Não deixe de ir até Hinti Punku ou Porta do Sol. É uma caminhada de vinte minutos dentro do parque com uma vista linda do complexo de ruínas. Leve uma capa de chuva — a região está muito perto da Floresta Amazônica e pode chover a qualquer momento — e boné.

 

  • Salineras de Maras

Na região do Valle Sagrado, entorno de Cusco, há diversos caminhos incas e ruínas de templos construídos pelas civilizações antigas, que falavam quéchua, idioma até hoje praticado pelos nativos do Valle (curiosidade: é uma das línguas faladas em Star Wars por alguns vilões).

Depois de conhecer muitas dessas ruínas, talvez você queira mudar de ares. As Salineras de Maras são especiais porque concentram mais de três mil salinas debruçadas sobre um vale rochoso. O lugar é extremamente fotogênico. Mesmo após ter se tornado atração turística, a salina é fonte de renda de muitas famílias.Há excursões de todos os tipos e também é possível chegar por uma trilha de mountain bike ou a pé.

 

  • Mil

A três mil metros do nível do mar, no Valle Sagrado, entorno de Cusco, o chef Virgílio Martinez, que comanda o Central, eleito diversas vezes o melhor restaurante da América Latina, abriu o Mil (https://www.theworlds50best.com/blog/News/into-the-amazon-virgilio-martinez-pia-leon-most-ambitious-restaurant.html). Ideal para chegar faminto depois de uma trilha pela região do Valle.

O menu de 8 pratos prioriza a culinária da região da cordilheira e impacta as comunidades de agricultores e fornecedores: todos os produtos servidos vêm de comunidades ou são de produção própria. Além de restaurante, a empreitada também realiza pesquisas e cataloga raízes peruanas para estudos em parceria com universidades do mundo todo.

A ideia de valorizar o produto local é uma questão para os peruanos: ouvi relatos de que a quinoa, base milenar da alimentação peruana, tem sido menos consumida pelos locais devido à alta do preço depois que o alimento virou febre mundial.

 

  • Vinicunca ou Montaña de Colores ou Rainbow Mountain

Localizada a quase quatro horas de carro de Cusco, a montanha Vinicunca é algo imperdível. Ponto turístico relativamente recente no Peru, o topo (e de onde vemos aquelas fotos com cores quase irreais para uma montanha) fica a 5100m.

 

Se sair do nível do mar diretamente para lá, são recomendáveis alguns dias de aclimatação e muitas folhas de coca. A caminhada começa assim que o sol nasce (calcule o horário de saída de Cusco: acordei 2h da manhã para ser buscada às 2:10h e dormi na van até chegar ao ponto de início da caminhada). A subida demora em torno de 1:30h e a descida, 45 minutos.

 

Cuidado na escolha da operadora: procure uma que leve grupos pequenos e se comprometa com a alimentação e hidratação. De resto: leve o celular carregado porque será um dia de muitas fotos, filtro solar, casaco impermeável e um agasalho.

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