Deserto de Atacama e Travessia de Uyuni por Carol Oliveira

A Carol Oliveira (@carololiveiraphoto) é uma fotógrafa profissional que já trabalhou conosco por um tempo e tem um trabalho incrível. Ela acabou de fazer uma viagem para o Deserto do Atacama e fez a travessia de Uyuni.

Ela nos conta um pouco dessa aventura abaixo com muitas dicas e curiosidades sobre a viagem. Vale a pena a leitura, principalmente para quem está pensando em ir para lá.

 

“DESERTO DO ATACAMA E SOLAR DE UYUNI
Chegamos em Calama bem cedo, é a cidade mais próxima a San Pedro de Atacama que tem aeroporto, de lá pegamos um carro e fomos direto para nosso hostel. Na parte da tarde conhecemos a cidade, passamos na casa de câmbio e comemos por ali. 

Já no dia seguinte acordamos e fizemos o walking tour, que sai da praça da cidade onde o guia conta sobre a história da cidade, da sua população e o momento atual e sobre a situação ambiental da cidade. Acho super importante esse tipo de passeio, ter contato e conversar com as pessoas da cidade faz com que a viagem seja totalmente diferente, o contato cultural em uma viagem deve ser muito além das selfies que postamos no Instagram. Na parte da tarde fizemos o Valle da Luna, que é um lugar inexplicável, formações rochosas e deserto! Na parte da noite rolou um tour astronômico, porque o céu do Atacama é o mais limpo e alto do mundo. Lá inclusive tem o maior observatório do planeta.

No dia seguinte foi uma maratona, começando o dia pela Laguna Chaxa onde é uma área de preservação de flamingos, depois laguna Miscanti e Miniques mudando totamente o visual, almoço em um vilarejo e no final uma volta no povoado chamado Socaire.

Decidimos colocar a travessia do Uyuni no meio da viagem, porque era o foco principal, além disso porque você tem que ir se acostumando com a altitude do lugar.
Chamo de travessia pelo seguinte, eu achava que o Uyuni se resumia ao Salar! Só que toda a travessia do Uyuni é linda.

Fizemos a travessia num 4×4, o motorista era um bolíviano super gente fina. O ideal é ir com um guia porque em vários momentos ele se guiava pelas montanhas para saber a direção. Depois de passar pela fronteira do Chile e da Bolívia a altitude começa e as paisagens também. O vulcão Licancabur está bem perto, o vulcão é muito considerado pela população chilena e é semi-ativo, sua última atividade foi em 2015. Passamos pela Laguna Blanca, Laguna Verde e altitude aumentando; eu não passei mal em nenhum momento por causa da altitude.

No primeiro dia chegamos a 5.000 metros acima no nível do mar. Mais um tempinho no carro passamos pelo Deserto Salvador Dalí, por umas termas que rolava um mergulho com um almoço logo depois.
De lá fomos para a Laguna colorada, que é um dos lugares mais bonitos que eu já vi, entrou para a listinha. O frio e o vento eram bem rigorosos, mas todas aquelas cores, um lagoa lotada de flamingos e lhamas passando do lado te faziam ignoram o frio e o vento.

Já no segundo dia depois de acordar e tomar café da manhã em um vilarejo fomos direto para Valle de Rocas, como de costume eu não pesquiso muito antes de viajar e quando pesquiso mudo todo o roteiro. Então eu não fazia idéia do que ia acontecer nesse dia, começamos pelo Valle das rocas, passando pela Itália perdida e pelo Cánon del Inca. Todos esses lugares com formações de rochosas e de novo a imensidão, eu não fazia idéia que ia passar por um lugar assim. Uma das amigas que estavam comigo falava o tempo inteiro que eu tinha que tirar foto que isso definitivamente não estava no Google. rs

O terceiro dia é o do Salar em si, o deserto de sal. Saímos do vilarejo 4:30 da manhã para ver o dia amanhecer por lá na ilha Incahuasi, com um frio de – 10 graus, nesse momento eu achei que o meu pé nunca mais ia ser quente de novo. De lá uma grande volta no Salar, uma feirinha boliviana e uma visita ao cemitério de trens na cidade de Uyuni.

O último dia é a volta para o Chile e todo o processo de fronteira novamente, retornamos ao Atacama e aproveitamos para dar uma volta na cidadezinha de San Pedro no final do dia.

Depois de alguns dias acordando por volta das 4:00 da manhã, acordamos dessa vez às 4:30 para irmos aos Geyser El Tatio, tem que ser na madrugada que é quando acontece o contraste e esse efeito “fumaça’ tanto famoso. É um passeio bem cheio, ainda tem uma piscina aquecida onde a galera pode tomar banho. Não sei se eu estava impactada demais com o Uyuni que foi um sonho, mas como tinha muita gente, fila para tudo achei um pouco furada. Na parte da tarde fomos as Lagunas escondidas, onde também tinha uma piscina salgada onde você não afunda.

No último dia, todo mundo morto. Lagunas puritanas para apenas ser feliz, sem altitude, sem frio bizarro. As puritanas são pequenas cachoeiras, oito no total, que ficam dentro de uma propriedade privada onde o visitante paga para entrar. Aliás, todos os passeios no Atacama são pagos! As piscinas são aquecidas, com aqueles solzinho, onde você não vê o tempo passar.

GASTRONOMIA
Como ficamos praticamente todos os dias nos passeios, acabamos comendo pouco na cidade. Mas deu para curtir alguns lugares:

– La Franchuteria: café francês que tem um pão sensacional, de perder a compostura. Bom para final do dia, para descansar. Comer algo e descansar depois.

– Marley Coffe: café bem pequeno, mas aconchegando. Talvez vale para aquele momento de volta para cidade e matar a saudade de um cafézinho bom.

– La pica del Indio: melhor custo benefício dos restaurantes de São Pedro, no geral é bem caro comer por lá. porque muita das vezes a comida se resume a frango, arroz e batata frita. Mas esse tem uma comida sensacional e muitas opções no cardápio, inclusive com muitas opções de cervejas chilenas.

– Gellateria Tierra Del Sol: com vários sabores diferente, super vale a passada por lá durante o dia que é a hora que o sol castiga no deserto.”

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