Brasil, bonito por natureza

por Luiz Lima

Amigos, onde vocês estão nadando? Mar, lagoa, baía, rio, represa, açude, lago ou piscina? Fiz a pergunta porque nosso esporte pode ser praticado em diferentes locais e tenho certeza de que, aqui no blog da Wöllner, existem milhares de leitores que nadam ou que gostariam de nadar em todos esses lugares, imagino que cada um tenha sua preferência.

Cada situação tem particularidades, seja pela dimensão da paisagem, pela densidade da água, temperatura, vento, correnteza, ondulações, sol, chuva e outros detalhes. Nadadores de águas abertas são desafiadores, desbravadores e amam o contato com a natureza e seus desafios. Portanto, estamos no lugar certo!

O Brasil é o país das águas abertas. Temos a maior bacia hidrográfica do mundo e praias maravilhosas, podemos nadar durante todo o ano, com temperaturas agradáveis e condições para todos os gostos. Vou lembrar travessias inesquecíveis que já fiz no maravilhoso Brasil, país encantador para amantes das maratonas.

Vamos começar por travessias em rio. Estive há alguns anos na cidade de Corumbá (MS), mais precisamente no rio Paraguai. Essa foi minha primeira experiência nadando em rio. Foi emocionante nadar no Pantanal. Foi sublime, desafiador e apaixonante. Lembro que a correnteza era forte e tínhamos de cruzar no ponto certo, onde toda atenção era pouco. Minha segunda escolha em travessias de rio foi na calorosa Manaus. A água do rio Negro tem pouca flutuabilidade, sendo uma das travessias mais difíceis também causa da alta temperatura da água; em compensação, não tem ondulação e a visibilidade é muito boa.

Em lagoa ou represa, gostaria de citar a lagoa dos Patos no Rio Grande do Sul, mais precisamente em Tapes. Essa cidade é muito pequena e, durante alguns anos, sediou uma etapa da Copa do Mundo. A lagoa é imensa, tem 265 km de comprimento e mais parece um mar. É lugar místico, cercado por importantes cidades gaúchas, com muita história, pesca, competições de vela e dezenas de atividades aquáticas.

Outra ótima dica é a travessia da lagoa de Palmas, em Tocantins. Trata-se de uma cidade do futuro, com muita gente simpática, de aventureiros e trabalhadores. Nadar nessa lagoa é sempre muito difícil, pois os ventos produzem grandes marolas.

Da água doce para água salgada. Como não falar de Inema, como não falar da Bahia? A Bahia é o berço das águas abertas. A prova da praia de Inema foi a final do Circuito Brasileiro de 2008; mar limpo, calmo, com ótima temperatura e lindíssimo visual. Não posso me esquecer de citar Copacabana, a praia mais famosa do Brasil, da Olimpíada de 2016, da Travessia dos Fortes e do Rei e Rainha do Mar. Essa é a praia em que eu vivo o esporte , no comando das minhas duas equipes: Os Gladiadores e a equipe Natação no Mar, desde abril de 2009. É lugar efervescente, vibrante, onde tudo acontece. Chamamos carinhosamente de Olímpico Posto 6!

A Travessia dos Fortes popularizou o esporte, ganhou espaço na televisão e fez a modalidade explodir em número de praticantes. E, como todas as travessias, também tem suas particularidades: largada difícil com muito contato físico, fácil visualização através de pontos naturais, influência de correntes e, por ser muito competitiva, um ritmo forte desde o início, além de ter a melhor premiação e mídia para o atleta.

Amigos, não sei se repararam, mas fomos – através das minhas lembranças – em todas as regiões do Brasil. Nosso país é o melhor cenário do mundo para águas abertas e não foi por acaso que me apaixonei por esse esporte. Nenhuma travessia é igual à outra e o inesperado acontece o tempo todo. Tudo é muito belo nos milhares de paisagens que ainda conheceremos neste lindo Brasil!

Nade, viaje e pratique águas abertas. Você está no país certo!

Espero vocês aqui no Olímpico Posto 6 de Copacabana.

Forte abraço!

Luiz Lima

Atleta Olímpico, Técnico de Maratonas Aquáticas, Pentacampeão da Travessia dos Fortes e comentarista do Sportv.

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Blog Comments

Luiz excelente texto!!!! Vontade de pegar o calção agora e ir nadar!
Abs!

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